GRUPO B: O QUE PAGAMOS E O QUE PODEMOS ECONOMIZAR COM ENERGIA SOLAR

GRUPO B: O QUE PAGAMOS E O QUE PODEMOS ECONOMIZAR COM ENERGIA SOLAR


Como vimos no artigo anterior, os consumidores do Grupo B são de baixa tensão e nesse caso a tarifação é composta de duas parcelas. O custo de disponibilidade e o consumo de energia (kWh). Vamos nos aprofundar um pouco mais no que pagamos como Grupo A e como podemos economizar com energia solar.


Conforme o Art. 98 da Resolução 414/2011 da ANEEL, o custo de disponibilidade é o valor mínimo, aplicável ao faturamento de unidades consumidoras do Grupo B, de acordo com os limites fixados por tipo de ligação:

  • Tipo Monofásica: taxa mínima = 30 kWh por mês
  • Tipo Bifásica:  taxa mínima = 50 kWh por mês
  • Tipo Trifásica: taxa mínima = 100 kWh por mês

Esse valor é cobrado pelas concessionárias de energia para garantir a eletricidade a sua residência. É um valor que será cobrado mesmo que não seja usada a energia elétrica, somente pelo fato de a energia estar disponível.

Já a segunda parcela da conta é valor do kWh que pode ser dividido em duas partes: a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) e a Tarifa de energia (TE):

  • A TUSD é uma tarifa referente aos custos com as instalações, equipamentos e componentes da rede de distribuição e transmissão.
  • A TE é a tarifa referente ao consumo de energia efetuado na casa durante o último mês. Ou seja, os gastos devido aos aparelhos elétricos utilizados durante o mês.

No início de 2019 o TUSD e o TE tinham o mesmo valor (segundo os dados da concessionária RGE do estado do Rio Grande do Sul) porém atualmente o custo da transmissão do sistema é maior que o custo da energia. A figura abaixo ilustra como os valores são mostrados na fatura.

Além disso temos que lembrar também que em todas as modalidades tarifárias, sobre a soma das parcelas incidem os impostos PIS (1,65%), COFINS (7,6%), ICMS (depende do estado) e CIP (Contribuição para custeio do Serviço de Iluminação pública) que depende da lei orgânica de cada município.


QUAIS AS PARCELAS DA CONTA EU POSSO ECONOMIZAR COM ENERGIA SOLAR?

Precisamos manter o relógio medidor de energia em nossas casas, e isso nos obriga a pagar o custo de disponibilidade, que varia conforme o tipo de ligação (mono, bifásica ou trifásica). Além disso, para usarmos os créditos injetados na rede, precisamos pagar para a concessionária uma parcela do ICMS que é imposto sob o TUSD. Já que o ICMS sobre a TE é isento pelo governo. A foto o valor que pagamos pelo ICMS imposto sobre o TUSD:

Nos casos onde houver maior consumo do que produção e não houverem mais créditos armazenados, será pago a concessionária o custo do kWh (TE) e mais o custo de distribuição (TUSD).

Temos também a opção de colocar a fatura de energia de vários imóveis no mesmo CPF ou CNPJ. O requisito fundamental para isso é que todas devem ser da mesma concessionária. Para isso teremos um relógio medidor de consumo para cada imóvel, salvo quando dois imóveis estão na mesma escritura do terreno (nesse caso pode-se usar apenas um relógio medidor de energia e diminuir o custo de disponibilidade do outro).


TARIFA BRANCA

A tarifa branca traz para os consumidores a possibilidade de pagar um valor diferenciado pelo kWh no período de ponta e fora de ponta. Atualmente podem participar os consumidores com consumo superior aos 250 kWh/mês. A partir de Janeiro de 2020, todos os consumidores de Grupo B poderão optar pela tarifa branca, sem um mínimo de consumo.

Optando por essa modalidade o cliente paga diferentes valores nos períodos de ponta e fora de ponta. Nos feriados e finais de semana sempre será considerado fora de ponta. Nos dias de semana, varia conforme os horários de utilização pela população. A figura abaixo mostra a comparação da tarifa convencional de energia com a tarifa branca.

Ela se torna vantajosa para diversos nichos de consumidores que usam a energia elétrica durante os horários fora de ponta como escritórios, restaurantes com almoço, escolas diurnas, dentre outras.

Para que possamos abater os kWh que vamos consumir no período de ponta precisamos utilizar um fator de compensação, que leva em conta o preço do kWh no período de ponta e fora de ponta:

Por exemplo: Se o Fator de compensação for igual a 1,5 e durante o período de ponta consumimos 200 kWh, para produzirmos essa potência no período fora de ponta precisaremos produzir: 200 x 1,5 = 300 kWh.

Um sistema de geração solar será um ótimo investimento para os consumidores e comércios que vão utilizar a energia somente fora do horário de ponta, uma vez que o custo da energia nos períodos de ponta é muito superior, inviabilizando a geração de energia nos períodos fora de ponta para abater o consumo na ponta.

Além disso se deve prever futuras expansões, com o objetivo de dimensionar corretamente o inversor para que no futuro se adicionem mais painéis. Por exemplo: Se um sistema necessita de 7 kWp de potência de geração hoje e vai aumentar em 50% seu consumo nos próximos anos,devemos utilizar um inversor com pelo menos 7 kW, permitindo um aumento de potência de geração até 10,5 kWp.

Agora que já está claro como podemos economizar instalando um sistema de geração de energia solar, que tal conferir quais são as melhores formas de aquisição? Veja no artigo: A VISTA, A PRAZO OU FINANCIAMENTO DE ENERGIA SOLAR?

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