De janeiro a maio, o setor fotovoltaico adicionou 1.236 MW de capacidade, o suficiente para abastecer quase 5 mil residências. No mesmo período a energia solar criou cerca de 37 mil empregos.

O crescimento da energia solar

Entre janeiro e maio deste ano, a energia solar ganhou uma capacidade adicional de 1.236 MW, o suficiente para abastecer cerca de 4.800 residências. O resultado representa um crescimento de 27% na capacidade instalada, em relação ao consolidado do ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). 

A fonte fotovoltaica acumula 5,7 GW de potência operacional. Essa capacidade se divide entre os sistemas centralizados, que são as grandes usinas, e os pequenos projetos residenciais e comerciais, modalidade conhecida como geração distribuída. A geração centralizada é ligeiramente maior do que a distribuída, porém, no ano passado, o segmento residencial foi o que mais cresceu. 

Durante o ano de 2019, o Brasil foi o líder na adição de potência instalada de energia solar fotovoltaica na região da América Latina e Caribe, adicionando 2 GW de potência. O Brasil foi seguido por México, que adicionou quase 2 GW e Argentina com 0,5 GW.

O Brasil encerrou o ano com quase 4,5 GW. O segmento de energia solar fotovoltaica distribuída do Brasil (definido como <5 MW) teve o maior crescimento em 2019 em termos de capacidade adicionada (1,4 GW), investimentos e empregos, impulsionados pela medição líquida e pelo aumento dos preços da energia.

Empregos na energia solar

A energia solar é um grande gerador de empregos no Brasil. Desde 2012, foram criados 165 mil empregos na cadeia de geração solar. Nos primeiros cinco meses deste ano, mais de 37 mil trabalhadores foram empregados na indústria. Mesmo com a pandemia, a abertura de vagas continuou. Somente em maio, o setor adicionou 7,2 mil empregos, afirma a Absolar.

Para o presidente do conselho da entidade, Ronaldo Koloszuk, a energia solar se apresenta como uma “alavanca poderosa” para reaquecer a economia. “No Brasil, durante a crise dos anos de 2015 e 2016, o PIB caiu mais de 3% ao ano. Enquanto isso, o setor fotovoltaico cresceu mais de 100%”, diz Koloszuk.

Um estudo feito no ano de 2020 mostra que o número de pessoas diretamente empregadas no setor de energia como um todo, incluindo também fontes fósseis, passará de 21 milhões em 2015 para 35 milhões em 2050 em escala global, de dos quais a maioria (80%) será usada em energia renovável.

Estima-se que até 2018 os empregos diretamente associados a fontes renováveis ​​em todo o mundo eram cerca de 11 milhões, dos quais 3,6 milhões em energia fotovoltaica.


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