China: de poluidor a líder mundial em energia renovável

China: de poluidor a líder mundial em energia renovável

O maior poluidor do mundo, está se transformando no líder mundial em energia renovável. Isso se deve a fatores geopolíticos e ambientais, já que o país necessita de uma quantidade de petróleo muito maior do que produz. Assim, fica dependente de outros países para o suprimento de petróleo. Os chineses também perceberam que a utilização das termoelétricas movidas a carvão está causando uma poluição que traz muitos problemas ambientais e de saúde para a população do país.

Pensando em mudar essa realidade, a China começou a investir massivamente em energias limpas. No caso da energia solar, por exemplo, foi criado o Sollar Valey China localizado na cidade de Dezhou e com um investimento de mais de 740 milhões de dólares americanos. O Sollar Valey é uma cidade que foi batizada com esse nome em alusão ao vale do silício americano. No local já vivem cerca de 5 milhões de habitantes, 100 empresas solares, laboratórios de pesquisa e praticamente todas as casas tem painéis solares.


Segundo relatório da REN21 (Renewable Energy Policy Network for the 21st Century), um instituto de pesquisa global focado em energias renováveis, a China é o país que mais atrai investimentos em energia renovável, tendo investido no ano passado 91,2 bilhões de dólares americanos em energia renovável. O gráfico abaixo mostra os investimentos do Brasil e da China em energia renovável ao longo dos últimos anos.

Atualmente, a capacidade instalada de energia renovável na China chegou a 730 milhões de quilowatts até o fim de 2018. Isso corresponde a 38,4% da capacidade energética instalada no país. A eletricidade gerada por energia renovável atingiu 1,87 trilhão de kWh e foi responsável por 26,7% da produção elétrica do país.

No ano de 2019, a estimativa dos subsídios governamentais para projetos centralizados de energia solar na China são de 247 milhões de dólares, um total de 3921 projetos. A China espera que 50 GW de projetos solares estejam planejados para 2019, incluindo estações centralizadas, projetos em telhados e sistemas sob o programa de redução de pobreza.


Em 2035, a China pode representar 28% da demanda mundial de energia primária, sendo que hoje representa 23%. Por isso, mostra estar adequando-se de maneira inteligente as novas demandas do futuro, substituindo a sua alta dependência do carvão por novas fontes de energia renovável.
O caminho tomado pela China, pode servir de exemplo aos países em desenvolvimento que desejam trocar sua matriz energética e ajudar a construir um mundo mais sustentável.

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